Fakes no espaço: crônicas do ANS - Temporada 1: Capítulo 3 (despedida)

Ano Estrelar 3893. Giz-Mordor. Após dois anos de duro preparo regado a bacon e whisky drury's, a tripulação da USS Fakóvia estava pronta para sua viagem de busca à rolha suprema. Cap. J. Kirk e demais integrantes digiriam-se ao hangar de lançamento na Lagoa Rodrigo de Freitas. Fizeram sua refeição em um mosqueiro que ficava em uma das transversais à avenida principal. Seria a última bóia que bateriam na terra durante muitos, mas isso não vem ao caso agora. 


Ten. S.A.D. despedia-se de sua enorme E.S.P.O.S.A. Pings de pranto iam e vinha na rede local criada entre os dois. Era bem esquisito para quem não estava acostumado com robôs se comunicando. O Ten. Taradonis tentava aliciar uma garçonete no seu último esforço de despedidas das terráqueas tupiniquins. O Sgt. Monkey comia sua feijoada e verificava constantemente sua retaguarda para ver se algo não estava vazando e provocando mau cheiro. Deixou uma melequinha marota sob a mesa do bar, mas surpreendeu-se quando encontrou outras amigas por lá.

Quando entraram no hangar, depararam-se com uma nave decrepta, suja, placas de revestimento caindo do casco e onde deveria haver um lançador de torpedos fotônicos, colocaram um porta-bengalas.

- Fodam-se! Quem disser piadinhas, vai para o PNCDF! - disse o capitão ao avistar o detalhe na nave - Já estou em uma nova capa e não sofro mais das limitações do meu antigo corpo.

Algumas risadas e comentários em PVT fluíam entre os tripulantes...

A USS Fakóvia estava bem deteriorada. Não sabiam como aquela tranqueira sobreviveria a uma viagem interplanetária.

- Calma - falou o encarregado.

Ao entrarem no hangar seguinte, a surpresa: Uma nova USS Fakóvia, construída em adamantium enriquecido, com todos confortos e armas que a Sociedade Interplanetárias foi capaz de preparar esperava os aventureiros. Não pouparam esforços nem gastos. Depois de muito dedo no cu e gritaria comemorando a astronave, os tripulantes se acalmaram e foram entrando um-a-um na estrutura.

Ten. S.A.D. ficou pasmo. Todas as conexões eram Wi-fi com senha liberada e assistentes virtuais orientais ajudavam no processo de adaptação com o novo sistema operacional.

-   :]  - disse ele.

Todos colocaram-se em seus postos e o velho capitão, Mr. J. Kirk, sentou em sua cadeira de comando, colocou a mão no queixo e ordenou:

- Liga essa bacaça, porra!

- Sim, capitão. - retrucou S.A.D.

As bobinas de anti-gravidade foram ligadas e a nave subiu da plataforma de lançamento no centro da lagoa em direção ao céu azul. Sgt. Monkey jogou a última lata de coca-cola pela janela e ainda conseguiu acertar um motoqueiro que trafegava no corredor da avenida. Hehe. Aquele macaco não prestava mesmo!

Próximo destino: Marte. 

Pesquisas realizadas em Giz-Mordor descobriram que as últimas notícias da rolha suprema estavam guardadas num antigo dispositivo de comunicação terrestre chamado de Windows Phone. Seu antigo proprietário, um rockeiro residente em Campinas, o Sr. Eric Mac Fadden, fizera um print do mapa indicativo na seção de pornôs em uma banca na Santa Ifigência e esquecera em uma das pastas do aparelho.

Não se sabe como nem porque esse telefone foi parar no porta-luvas de um Tesla lançado para marte nos anos 2000 pelo visionário Elon Musk, tampouco o paradeiro do veículo naquele planeta. Entretanto, é a última esperança conhecida de descobrir o paradeiro da rolha suprema que poderá por fim na ameaça que já se aproximava de Saturno.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Review: Fone de urêia Sennheiser GSP 300

Review: Mi Bluetooth Speaker