Fakes no espaço: crônicas do ANS - Temporada 1: Capítulo 2 (Old man)

Ano Estrelar 3892. Giz-Mordor. Dois anos giz-mordianos haviam se passado desde que o ataque em Plutão dizimara a USS deditos e, claro, a notícia se espalhara pela via láctea. Várias civilizações de fakes em lugares recônditos começavam a se apresentar ao conselho galático pedindo por ajuda.

A preocupação das civilizações era bem justificada: O ser que dizimara a deditos estava consumindo toda a matéria ao seu redor. Plutão, que nas eras terrestres (Terra era como chamavam aquele planeta antes da dominação dos fakes) já teve status de planeta, agora mais parecia uma pequena lua.

Sondas de monitoramento foram enviadas a Plutão no intuito de estudar o comportamento daquele e coletar dados voltaram com sucesso e os giz-mordianos já conseguiam entender muito de sua natureza. Tratava-se de uma Raposa Estrelar. Sim, foi esse o nome que deram ao ser. Ele se alimentava de posts contínuos de Google e Uber que fluíam no Universo, mas cada vez mais os posts ficavam escassos e a criatura demandava quantidades intermináveis de paz e paciência dos fakes nas vizinhanças.

Experimentos foram realizados e armas foram construídas para tentar conter a ameaça da criatura. Em dois anos, estudos do histórico do universo fake foram feitos e descobriu-se que a única coisa que conseguiria tapar o buraco negro aberto pela Raposa Estrelar era a rolha suprema, um objeto que diziam existir no cinturão de órion e, conforme a lenda, não podia ser deformado pelo espaço-tempo. Tal propriedade permitia que esse objeto tapasse o buraco e não fosse sugado para seu interior.

Dois longos anos haviam se passado e tudo estava preparado para a nova expedição que buscaria a rolha suprema... E só havia um único fake capaz de comandar aquela expedição pelos caminhos sombrios que levavam até lá, mas ele havia se aposentado havia alguns anos.

- Chame-o. Explique a situação. - Disse o imperador moderador.
- Ele virá? - retrucou o encarregado.
- Sim. Vá!

O encarregado fora até um velho escritório de advocacia que ficava no RJ, Brasil. Apresentou-se e pediu para falar com o dono do estabelecimento. Foi encaminhado até uma sala bem espaçosa no fundo do corredor. Entrou e deparou-se com uma figura corpulenta sentada de frente para um antigo Pentium III, que digitava coisas aparentemente sem nexo numa antiga página web.

- Djiga! - disse ele.
- Kirk? Mr. J. Kirk? Capitão aposentado da USS fakóvia? - perguntou.
- Sim, sou eu!
- Fui enviado pelo moderador. Giz-Mordor precisa dos seus serviços.

O velho capitão virou a cadeira, olhou para o encarregado, tirou seus óculos ray-ban e disse:

- Que mehda, meu! Não fazem nada sozinhos?!

O encarregado sorriu. Capitão kirk havia concordado.

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