sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Crônicas do TCC - Capítulo 3: A redação

No terceiro capítulo da série Crônicas do TCC, nossa obstinada mamãe começa sua longa jornada em direção à escrita do documento que será entregue à banca de abutres que devorarão os restos que sobrarão de seu corpo em chamas.



Seu orientador havia sido bem taxativo: "crie tudo, não copie, no máximo referencie!"

Veja só... a vasta experiência de redator da nossa querida mamãe sempre foi de mensagens telegráficas em fórums de discussão, espaço de comentários, feice ou twitter. Sempre que postava mais que 500 e poucos caracteres, saraivadas de "Ô, Textão!" zuniam acima de suas orelhas de abano. Tempos traumáticos aqueles... Mas agora o assunto era sério. Ou fazia direito ou o fogo do inferno queimaria no seu lombo, sem direito a mimimi.

Mas como aprender a escrever parágrafos com mais de três linhas? Analisou bem o conselho do velho mestre: "crie tudo, não copie, no MÁXIMO referencie!". E, como num estalo, a luz que consumia as trevas (da preguiça) surgia à sua frente.



Mas o que nossa incauta mamãe via como a luz no fim do túnel era apenas a ponta acesa de um baseado acendido pelo destino e, dessa vez, não se dava muita conta do risco que corria... mas prosseguiu!

Seguindo uma arquitetura padrão TCP/IP que viu em outros TCCs, organizou seu trabalho em 6 capítulos:

  1. Introdução
  2. Revisão bibliográfica
  3. Fundamentação técnica
  4. Apresentação do projeto
  5. Resultados
  6. Conclusão

Uma introdução de 2 páginas já estava bom demais. Ele e o orientador já sabiam de que se tratava o trabalho e, provavelmente, ninguém leria mesmo... Textos aleatórios catados no Google serviram bem para rechear os parágrafos com construções linguísticas que jamais usara antes. Até uma próclise surgiu no texto. O orientador iria adorar aquilo.

A revisão bibliográfica era tranquilo. Bastava catar no rodapé página da wikipedia que "serviria de base" para a confeção do terceiro capítulo. Aquilo era fácil demais!!! CTRL+C ... CTRL+V.

A fundamentação técnica também foi moleza. Tudo que precisava já estava pronto! Mas... sabe... poderia dar muito na cara... Voltou ao seu bom e velho Oráculo e pesquisou sobre o assunto que desejava. De cara, foi no primeiro resultado da lista. Filé!!! O que deu mais trabalho foi repassar as equações para seu editor de texto: o office (vem merda por aí...).

A apresentação do projeto é que deu trabalho. Não havia como copiar nada de lugar nenhum. Como fizera tudo (AMÊÍN!), teve que se virar. Inseriu muitas figuras dos experimentos para "render páginas". Foi colocando as equações do jeito que deu e quem quisesse se virasse para entendê-las. Nada de explicar as variáveis e suas utilidades. Afinal, quem liga para variáveis. Elas vão e vem...

O capítulo de resultados foi uma festa só: figuras a mil... pouco texto... O pessoal quer IBAGENS... IBAGENS... Quem quiser que as interprete como achar melhor. Afinal, a mamãe já havia feito sua execução, trabalhando como um jumento de roça.

A conclusão era óbvia:

6. Conclusão

    Desta forma, concluo que tudo correu conforme o planejado e pretendemos melhorar esse projeto no futuro.

Tudo foi impresso, organizado, encadernado e enviado ao seu orientador pra que marcasse a data da defesa...

FINALMENTE! LIVRE!

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