quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O que está acontecendo com o Giz?

Nem me pergunte pois eu também não sei.


Caí no Gizmodo Brasil de paraquedista no ano de 2013 enquanto procurava alguma coisa no Google sobre uma substância revolucionária chamada grafeno. Havia na página de busca alguns links para artigos científicos, mas resolvi escolher uma leitura num blog para facilitar a digestão. O Giz estava lá e resolvi tentar. Provavelmente, a maioria dos comentaristas também foi fisgado de forma parecida.

Li todo o artigo do blog. Razoavelmente bem escrito, com texto claro, algumas ilustrações para quebrar a monotonia e algo que nunca conhecera: um espaço de comentários. Era a web 2.0 em ação. Na época, o Giz usava o intensedebate e, durante um tempo, observei a dinâmica do grupo. Algumas figurinhas da época estão presentes até os dias de hoje. Lembro do Hal-Nacho, do MalcriadoRJ (F.D.P. Master), do malucão do Kodos, Eric Mac Fadden, Legolas (Que Eru o tenha num bom lugar), PPK XD, e uma cambada de gente que sumiu e não recordo mais. Resolvi entrar na onda e não sai mais.

Algo que lembro daquele tempo é que no Giz as matérias de tecnologia eram realmente muito boas. Mas o melhor era o espaço de comentários. Os comentaristas eram e ainda são muito bons. Percebo profissionais de diversas áreas de atuação. A maioria é gente da área de T.I., mas vejo físicos, engenheiros, matemáticos, astrônomos, muitos técnicos, pequenos, médios e grandes empresários nas áreas de informática e engenharia e até advogados. Algo que vi de diferencial nesse espaço de comentários (quando comparo com outros blogs) é que as pessoas possuem pontos de vistas interessantes e geralmente se expressam bem. Além disso, todos estão sempre antenados a participar e se divertir com os assuntos de tecnologia que são pautados na discussão.

O espaço de comentários é importante. O próprio Gizmodo já observou isso em épocas passadas e certamente ainda observa. Veja o que encontrei nesse link nesse link:
"Outros comentaristas nos ajudam, escrevem matérias, mandam dicas. Alguns viraram amigos nossos e vários se conheceram por aqui e mantém uma amizade que vai além do do campo abaixo do post.  Isso é muito bacana. Temos orgulho dos nossos comentaristas. É raríssimo ter discussões acaloradas e na média o povo se respeita bastante."

Percebe-se que algo vem mudando nos últimos anos. O ilustre MRJ, inclusive, já escreveu sobre o assunto lá no período pré-cambriano, em 2015. A principal mudança é a carência de posts interessantes sobre tecnologia. Naquela época, entretanto, apesar de eventuais falhas técnicas (algo que entendo como natural), publicava-se bastante tecnologia. Faz tempo, mas acho que a mudança aconteceu maaaais ou menos depois da junção com o UOL. O Gizmodo mudou. Não trabalho no Giz, não é da minha alçada interferir no que publicam e, de longe e não é problema deles se eu gosto ou não.

Mas eu sou usuário assíduo do Giz pelas razões que coloquei há pouco e me questiono o porquê de o "sobre nós" haver mudado tanto. 

Diante das reclamações recorrentes dos colegas, resolvi aproveitar minhas férias para montar algumas estatísticas rápidas sobre os temas dos posts desse mês de janeiro de 2017. 

Para acessar a planilha com as associações, clique aqui.

O resumo da planilha é mostrado no gráfico que segue
Procurei ser bastante justo na atribuição das categorias de cada post. Artigos que continham traços de tecnologia foram enquadrados como Tech. Sugestões de software foram categorizados como ofertas. 

Enfim, sinto não poder contribuir muito para trazer mais tecnologia ao Gizmodo. Eu, como a maioria dos leitores, tem suas próprias atividades e sobra pouco tempo para contribuir com matérias. Mas, mesmo com pouquíssimos recursos, ainda dá para produzir resultados interessantes. O Eric com seu magnífico ODZ está aí para provar. Tantos gadgets malucos, mas utilíssimos, perdidos no Aliexpress... Projetos revolucionários no Kickstarter... Tanta coisa esquisita no mundo da tecnologia para se discutir, leis que prejudicam aos consumidores se escondendo nos labirintos da câmara e do senado... bugs em iPhones, desatualizações em Androids, cobre derretido, nuggets... A lista é longa.

Queremos mais grafeno no almoço.

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